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Uso de maconha entre estudantes universitários no mais alto nível em 30 anos

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ANN ARBOR - O consumo de maconha entre estudantes universitários norte americanos em 2016 alcançou o nível mais alto das últimas três décadas, de acordo com as descobertas mais recentes do estudo nacional Monitorando o Futuro.

O uso de maconha entre os estudantes universitários tem mostrado um aumento constante ao longo dos últimos 10 anos.

Em 2016, 39% dos estudantes universitários, de 19 a 22 anos, indicaram que usaram maconha pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 22% indicaram que usaram pelo menos uma vez, nos 30 dias anteriores. Ambas as porcentagens de 2016 são as mais altas registradas desde 1987 e apresentam um aumento constante desde 2006, quando os números registrados foram 30 e 17%, respectivamente.

Mas as porcentagens de 2016 ainda estão abaixo dos picos de uso encontrados no início dos anos 80, quando a prevalência de 12 meses e 30 dias atingiu mais de 50 e 33%, respectivamente. Os primeiros dados foram coletados e disponibilizados no estudo de 1980.

O uso diário ou quase diário de maconha - definido como tendo usado 20 ou mais vezes nos 30 dias anteriores - foi de 4,9% em 2016. Este é um dos níveis mais altos observados em mais de 30 anos, embora não tenha mostrado aumento adicional nos últimos dois anos.

"Esses aumentos contínuos no uso de maconha, particularmente o uso intenso, entre os estudantes universitários norte-americanos merecem atenção dos educadores, como também dos alunos e dos seus pais", disse John Schulenberg, principal investigador do estudo Acompanhando o Futuro. "Nós sabemos através da nossa pesquisa que o uso intenso de maconha está associado a um desempenho escolar acadêmico mais baixo e à não conclusão universitária".

"As universidades não estão simplesmente herdando este problema das escolas fundamentais. O uso de maconha se manteve constante nos últimos anos entre os estudantes que cursam o ensino médio, então esse aumento entre os universitários sugere que o consumo tenha algo a ver com a faculdade e a experiências dos jovens adultos".

De acordo com os resultados do estudo, uma provável razão para o maior consumo da maconha entre os estudantes universitários e seus colegas que não estão na faculdade, é o declínio contínuo nas percepções de risco de danos causados ​​pelo uso regular da maconha. Em 2016, 30% das pessoas, com idades entre 19 e 22 anos, avaliaram o uso regular da maconha como um grande risco de danos, o nível mais baixo alcançado desde 1980.

"Esta percentagem atingiu um pico de 75% em 1991, quando o uso de maconha entre estudantes universitários estava extremamente baixo", disse Lloyd Johnston, investigador principal do estudo Monitorando o Futuro. "Constantemente vemos essa relação inversa entre percepções de riscos e uso real, com mudanças nas percepções de risco geralmente precedendo as mudanças no uso".

Os resultados derivam do estudo anual Monitoramento do Futuro, em inglês Monitoring the Future, que vem acompanhando o uso de substâncias de todos os tipos entre estudantes universitários americanos nos últimos 37 anos.

O estudo também examinou o consumo de outras drogas ilícitas e álcool. Os resultados do estudo incluem:

  • O uso anual de outras drogas ilícitas entre estudantes universitários tem aumentado nos últimos anos, com cerca de um em cada cinco alunos relatando o uso de uma droga ilícita - além da maconha - pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores. O consumo anual aumentou de 2008 a 2014, mas se mantém estável ao longo dos últimos anos.
  • O álcool continua a ser a droga preferida entre os estudantes universitários, com 63% deles reportando que bebiam e 41% dizendo que ficaram bêbados, pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. Houve um declínio modesto nessas porcentagens desde o início dos anos 80.
  • Em 2016, 32% dos estudantes universitários relataram beber compulsivamente, definido como ter consumido cinco ou mais bebidas por ocasião pelo menos uma vez nas últimas duas semanas. Esse índice diminuiu gradualmente ao longo dos anos para os homens universitários, mas não para as mulheres, eliminando a diferença de gênero. A bebida é mais comum entre os estudantes universitários do que entre os jovens que não estão estudando.
  • Em 2016, o tabagismo registrado nos 30 dias anteriores à pesquisa entre os estudantes universitários foi de 8,9%, o recorde mais baixo desde 1980, e um declínio consistente nos últimos 17 anos. O tabagismo é muito maior entre os jovens fora das universidades: 18,8%, no período de 30 dias, em 2016.

Estudo
Estatísticas/Dados
John Schulenberg
Monitoring the Future