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Entendendo conflitos habitacionais e ambientais em assentamentos informais no Brasil

Projeto Capstone no Brasil

Ann Arbor, Mich—Vinte e quatro estudantes norte-americanos, indianos, chineses e europeus, da Universidade de Michigan, estão em São Paulo esta semana para trabalhar no levantamento dos problemas ambientais e de moradia em áreas de risco ambiental nas Ocupação Anchieta e em Paraisópolis.

O grupo, todos estudantes de Mestrado em Planejamento Urbano e Arquitetura, acompanha a professora brasileira da U-M, Ana Paula Pimentel Walker, e trabalha em um projeto sobre o uso do solo e as leis ambientais, as práticas de governabilidade urbana e as estratégias de base relacionadas a inundações, contaminação da água e moradia informal.

Projeto Capstone no Brasil

Durante duas semanas, os alunos fazem o estudo e a documentação dos dois bairros, com técnicas de mapeamento participativo, utilizando conceitos de planejamento, concepção de protótipos para infra-estruturas e mobiliário urbano. Além disso, eles vão trabalhar no desenvolvimento de um Plano de Gestão de Risco Socioambiental e ministrar discussões sobre a importância da população se envolver nestes planejamentos de gestão.

"Encontrei dessa forma uma maneira de ajudar comunidades brasileiras e ensinar meus alunos ao mesmo tempo. É uma experiência colaborativa de aprendizagem," diz Ana Paula.

Projeto Capstone no Brasil

Essa experiência integrada de trabalho de campo vale para os estudantes de Michigan como conclusão de curso de mestrado profissional em planejamento urbano. Com os dados coletados, assim que voltarem à universidade, os estudantes começarão a trabalhar em um projeto de recomendações de política de habitação. Além disso, a equipe também planeja elaborar uma lista com sugestões para promover a gestão ambiental e melhorar a comunicação entre o governo local e da comunidade. O projeto final será apresentado em abril.

Em 2005, um outro grupo de estudantes de mestrado da professora Pimentel Walker, viajou para Santa Marta, no Rio Grande de Sul, onde trabalhou no projeto "Juntos Fazemos de Santa Marta a Nossa Casa", com objetivo de transformar e melhorar a realidade da comunidade, trazer progresso e promover uma melhor gestão ambiental. Mais tarde, o projeto de Planejamento Urbano da Universidade de Michigan ganhou um total de 25 mil dólares, que, no ano passado, foram investidos na comunidade.

Mais informações sobre projeto anterior: