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Pais insensibilizados com o abuso de medicamentos contra a dor usados por jovens, mostra nova pesquisa

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Apenas 1 a cada 5 pais diz que está muito preocupado com o abuso de narcóticos por crianças e adolescentes, segundo uma pesquisa nacional sobre a saúde infantil da Universidade de Michigan

ANN ARBOR—Apesar dos dados crescentes no abuso e overdose de narcóticos para a dor por todos os grupos de idade, uma nova pesquisa da Universidade de Michigan mostra que a maioria dos pais não está muito preocupada com o abuso desses medicamentos por crianças e adolescentes.

Além disso, o suporte dos pais para uma política de desencorajamento do abuso de drogas, como Vicodin ou Oxycontin, foi morno, segundo uma recente pesquisa sobre a saúde infantil do Hospital das Crianças Mott,  da Universidade de Michigan.

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No geral, 35% dos pais disseram que estão muito preocupados com o abuso dos narcóticos por crianças e adolescentes em suas comunidades; 19% deles estão muito preocupados com o abuso dos medicamentos para dor em suas próprias famílias (apenas 1 entre 5 pais). É mais provável que os pais negros (38%) e os pais hispânicos (26%) estejam muito mais preocupados com o abuso desses medicamentos nas próprias famílias do que os pais brancos (13%).

A pesquisa também confirmou que a prescrição de medicamentos para as crianças é comum nos Estados Unidos. Trinta e cinco por cento dos pais disseram ter recebido pelo menos uma prescrição médica para suas crianças, nos últimos cinco anos, mais da metade delas para a compra de remédios para dor. Dois terços deles (66%) tinham recebido pelo menos uma prescrição de medicamento para dor para eles próprios ou outro adulto na casa.

\Dados nacionais indicam que o número de mortes relacionado ao uso excessivo de medicamentos para a dor é mais  alto do que as mortes causadas pelo abuso no consumo de heroína e cocaína juntos. Entretanto, quase a metade dos pais não favorece uma exigência de que eles devolvam os medicamentos de dor não usados para as farmácias ou para os médicos. Apenas 41% deles favorecem a política que exige uma visita médica para a obtenção de novos refis de remédios para dor.

“Recentes estimativas mostram que pelo menos 1 a cada 4 estudantes do último ano do ensino secundário usou medicamentos para a dor alguma vez. Contudo, os pais podem minimizar os riscos do uso de medicamentos para dor porque eles têm que ser prescritos por um médico,” diz a diretora associada da Unidade de Avaliação da Saúde Infantil e Pesquisa da UM (CHEAR),  Sarah J. Clark. Ela também é diretora associada da Pesquisa Nacional em Saúde Infantil.

“Entretanto, as pessoas que abusam do uso de medicamentos estão frequentemente ingerindo as drogas prescritas a eles mesmos, a um amigo ou a um parente. Aquela prescrição 'segura' pode servir como suplemento de fácil acesso a drogas potencialmente letais para crianças ou adolescentes,” diz Clark.

Embora os índices de abuso de medicamentos para dor sejam três vezes mais altos entre os adolescentes brancos do que entre os seus colegas negros ou hispânicos, os pais brancos demonstram, nesta pesquisa, estar menos preocupados com o uso desses medicamentos do que os pais negros ou hispânicos, e é menos provável que eles apoiem as políticas que limitam o acesso deles às crianças.

Houve suporte a algumas políticas para desencorajar o abuso: 66% das pessoas apoiaram  fortemente os requerimentos que exigem que os pais mostrem identificação quando forem pegar os remédios para seus filhos. 57% apoiaram fortemente a política que bloqueia as prescrições de medicamentos para a dor por mais de um médico.

Mas no geral, a pouca preocupaçao e a falta de suporte nas políticas de modificações mostram que o público pode não reconhecer a gravidade do problema.

“Este é um problema nacional e crescente. Os resultados desta pesquisa são um sinal de que os pais podem não estar conscientes dos dados significantes do abuso de medicamentos para a dor, o que destaca o enorme desafio ao falarmos sobre esse problema nacional,” diz Clark.

A transmissão do vídeo está disponível por solicitação. Ver o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=c8cXRIEmkTk