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Crianças com alergia à ovo podem receber vacina contra a gripe com segurança, diz estudo da Universidade de Michigan

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Crianças alérgicas a ovos não tiveram reações adversas à dose única da vacina contra a influenza no estudo do multi-centro

Vista traseira do paciente baby girl receber a vacina no escritório do médico. (banco)Ann Arbor—Crianças alérgicas à ovo, inclusive àquelas com um histórico de anafilaxia causada por ovos, podem receber seguramente a dose única da vacina sazonal contra a influenza, segundo um novo estudo da Universidade do Michigan.

Historicamente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendava que a vacina contra a influenza não fosse dada a crianças alérgicas a ovo. Uma recente pesquisa conduzida na Universidade de Michigan, e em outros lugares, ajudaram a modificar esta recomendação em 2011, para que apenas aqueles com alergia severa à ovo tivessem essa precaução.

O novo estudo, publicado nos Anais de Alergia, Asma e Imunologia, é uma boa notícia para as crianças que sofrem de alergias severas a ovos, considerando a prevalência da gripe nesta estação. No estudo, nenhuma das crianças com alergias severas a ovo desenvolveu uma reação alérgica depois de receber a vacina, diz o médico e mestre em Ciências e Negócios, Matthew Greenhawt. Ele é o principal autor do estudo e professor assistente de alergia e imunologia do Hospital das Crianças Mott, da Universidade de Michigan.

"A vacina contra a gripe é cultivada em ovos embrionados de galinhas e contém uma quantidade residual de ovalbumina, principal alérgeno do ovo. Historicamente, este é o motivo que motivou a preocupação sobre a segurança da vacina em crianças com alergias ao ovo," diz Greenhawt.

"Mas este estudo mostra que essas crianças, todas com anafilaxia ou alergia severa à ovo podem tolerar a vacina. Isto é importante porque sabemos que é crucial que as crianças possam tomar a vacina contra a gripe, especialmente este ano, quando vimos um aumento nos casos e na gravidade das gripes. Há mais benefícios que riscos."

Anualmente, a influenza A é responsável por 21,156 hospitalizações de crianças mais novas que cinco anos. O CDC informa que, nesta época do ano, o índice de influenza é alto e é comum sua propagação pela nação. Trinta estados, além da cidade de Nova York informavam um alta atividade durante a semana do dia 6 de janeiro. Até 12 de janeiro, foram registradas 29 mortes pediátricas associadas à Influenza para 2012-13. Um terço das crianças com alergia alimentar têm asma, e este grupo é especialmente suscetível à influenza.

A Escola Americana de Alergia, Asma e Imunologia anunciou este mês que a administração da vacina de influenza é até mesmo segura em crianças com um histórico de reação alérgica severa a ovos. Em sua recomendação, a escola mencionou o estudo da U-M.

A alergia a ovo é uma das alergias alimentares mais comuns entre as crianças, mas aproximadamente 70% delas a superam com 16 anos.

O estudo mostrou que a dose única é segura, acrescenta Greenhawt, sendo desnecessária a administração da dose em duas etapas, uma das técnicas usadas no passado para minimizar o risco de reações alérgicas. Ele acrescenta que o teste de pele com a vacina, outra técnica usada no passado para minimizar este risco, também é desnecessário, como foi comprovado em um estudo anterior da UM, em 2009. No passado, essas precauções podem ter servido como barreiras para a vacinação.

Greenhawt diz que a única precaução necessária é que as crianças alérgicas ao ovo devem ser observadas durante 30 minutos depois da vacinação em qualquer unidade médica, incluindo os consultórios de atenção primária à saúde, onde uma reação alérgica poderia ser reconhecida e tratada caso acontecesse.

"Porque a prevalência da alergia ao ovo em crianças é de aproximadamente 2%, sabemos que há um número significante de crianças que não adquirem a vacina de influenza. Os pais não precisam mais ter medo depois deste estudo e estamos confiantes de que esses resultados possam ajudar mais crianças a não contraírem a influenza," diz ele.

O estudo foi conduzido de outubro de 2010 a março de 2012 em sete instituições, incluindo a Universidade de Michigan.